Brasil o país que privilegia o parasitismo
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Tokio
AnCap - Anarcho-capitalist
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Existe uma discussão cada vez mais acalorada sobre o que, afinal, significa viver em uma democracia. Nas redes sociais, o debate frequentemente se divide entre aqueles que, auto declarados de direita, afirmam que o Brasil caminha para uma República Socialista e aqueles que, autodeclarados progressistas, comunistas ou socialistas, defendem que vivemos em uma República Democrática.
Mas, antes de discutir se o Brasil é ou não uma democracia, talvez seja necessário fazer uma pergunta mais incômoda: o que realmente significa democracia, será que todo brasileiro sabe responder isso? Democracia seria apenas o direito de escolher representantes pelo voto? Ou democracia também envolve a forma como uma sociedade distribui poder, responsabilidades e recursos? Pode ser considerado democrático um sistema no qual uma grande parcela da população é sustentada, direta ou indiretamente, pelo trabalho e pelos recursos produzidos por uma parcela muito menor?
Trazendo isso para o contexto do Brasil, um país de 214 milhões de pessoas 160 milhões são maiores de idade e 54 milhões são menores, alem disso, aposentados e pensionistas chega a 29,3 milhões de pessoas no país
Esse gráfico não representa partes exclusivas dos 214 milhões, porque aposentados e pensionistas estão contidos principalmente dentro da população adulta. Portanto, somar as fatias daria mais que 214 milhões. Ele funciona como uma visualização dos grupos mencionados, não como uma divisão da população.
Temos uma população de 94 milhões de brasileiros registrados no sistema de assistência social (CadÚnico) hoje, 49 milhões vivem de projetos assistenciais do governo, desses, 32 milhões são mulheres assistidas por bolsa família ou outros sistemas de assistência social (segundo o ID Previdenciário: existem cerca de 40 programas e benefícios sociais ativos em nível federal, somente federal, normalmente essas pessoas recebem auxílios de todas as esferas). Temos outros 12 milhões de servidores públicos ativos (Municipal: Cerca de 7,4 milhões de servidores. Estadual: Aproximadamente 3,1 milhões de servidores. Governo Federal: Cerca de 579 mil servidores na ativa, segundo o Ranking dos políticos) e 5 milhões de servidores públicos desativados recebendo todos os benefícios de quando estavam na ativa, e assim como qualquer pessoa assistida pelo governo, em sua maioria, não produzem nada e os valores dos impostos descontados de seus rendimentos já foi incluído em seus salários super inflados.
Esse gráfico não representa partes exclusivas dos 214 milhões, porque aposentados e pensionistas estão contidos principalmente dentro da população adulta. Portanto, somar as fatias daria mais que 214 milhões. Ele funciona como uma visualização dos grupos mencionados, não como uma divisão da população.
Somando os 17 milhões de funcionários públicos aos 54 milhões de menores de idade e aos 49 milhões de pessoas que vivem de assistencialismo, chegamos a 120 milhões de parasitas. Na conta, incluí os menores de idade porque, embora não contribuam diretamente para a arrecadação, fazem uso indireto de recursos públicos que são financiados pela população trabalhadora.
Para sustentar toda essa estrutura, pelos dados do CAGED, temos 48 milhões de trabalhadores com carteira assinada e outros 30 milhões entre empresários e MEIs. São, portanto, 78 milhões de pessoas que contribuem com impostos, tendo parte de seus rendimentos destinada ao financiamento da máquina pública.
Temos ainda, segundo a Fundação Getúlio Vargas, cerca de 600 mil pessoas recebendo seguro-desemprego. Essas pessoas são consideradas pelas entidades nas estatísticas como estando trabalhando, mas, durante o período em que recebem o benefício, não estão exercendo uma atividade remunerada e estão recebendo recursos provenientes da máquina pública.
Assim, temos 48 milhões de brasileiros com carteira assinada e outros 30 milhões entre empresários e MEIs, totalizando 78 milhões de pessoas que contribuem com impostos. De outro lado, temos os 120 milhões mencionados anteriormente.
Restam ainda cerca de 16 milhões de pessoas na informalidade, que não contribuem diretamente, mas que também são alcançadas por políticas públicas. Somando esses 16 milhões aos 120 milhões anteriores, chegamos a 136 milhões de pessoas sustentadas, direta ou indiretamente, pelos recursos arrecadados.
A conta, portanto, chega a uma proporção de aproximadamente 63,5% da população sendo sustentada por 36,5% da população brasileira.
Uma outra abordagem que é possível fazer, porém não irei abordar aqui é tirar os aposentados da lista dos 160 milhões de adultos, pois a contribuição deles é do passado não do presente e tão pouco do futuro, hoje eles só fazem uso dos serviços públicos e não contribuem, porém é importa dizer que um trabalhador que se aposenta não é um parasita, neste contexto, parasita é o brasileiro que vive da graça dos outros.
Se uma parcela da sociedade pode receber recursos, benefícios e serviços custeados pela parcela que produz e paga impostos, cria-se uma relação na qual quem recebe não necessariamente precisa perceber o custo daquilo que recebe. O benefício chega de forma concreta, enquanto o custo é distribuído de maneira menos visível entre aqueles que trabalham, empreendem e produzem. Nesse cenário, ser um parasita deixa de ser apenas uma condição econômica e passa a representar, na perspectiva deste argumento, uma posição confortável dentro do sistema: usufruir dos recursos produzidos por outros enquanto o peso dessa sustentação permanece distante de quem recebe.
É uma conta que não fecha e mostra que esse país nunca vai dar certo.

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