A persistência da proteína Spike
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Tokio
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Vacinas contra a COVID-19 baseadas em RNA mensageiro (mRNA) — como as da Pfizer/Comirnaty e da Moderna/Spikevax — e também as de vetor viral (como a da AstraZeneca) instruem as células do corpo a produzirem temporariamente a proteína spike.
Quanto tempo demora, em média, para a proteína Spike ser eliminada do organismo?
Bem, essa é uma questão muito espinhosa e polêmica.
Vou tentar apresentar uma resposta equilibrada, baseada em evidências e também na minha opinião pessoal, pelo que observo no consultório. É importante lembrar que muitos médicos podem ter respostas completamente diferentes, já que esse é um assunto que está longe de ser pacificado e sofre muita influência política.
Contrariamente às alegações oficiais de eliminação rápida, têm surgido evidências científicas recentes demonstrando que a proteína Spike pode persistir no organismo por períodos muito mais longos do que inicialmente se pensava, com possíveis consequências para a saúde.
Vou falar aqui sobre evidências de persistência prolongada, lembrando que isso pode se aplicar tanto à proteína Spike selvagem quanto à versão fabricada. Vou dar um pouco mais de ênfase à versão fabricada.
Também vou abordar o assunto de uma maneira um pouco mais indireta, que pode ser considerada enigmática para algumas pessoas. Se você não estiver entendendo exatamente o que estou dizendo, peço paciência: analise o conteúdo com calma, assista novamente e faça suas próprias pesquisas para compreender melhor o assunto.

Evidências de persistência prolongada
Estudos recentes documentam a presença da proteína Spike muito além dos prazos originalmente considerados.
Pesquisadores da Universidade Yale detectaram proteína Spike em indivíduos com síndrome pós-vacinação por mais de 700 dias após a última aplicação, contrariando a ideia inicial de que sua eliminação ocorreria em poucas semanas.
Há também um estudo publicado na ScienceDirect que demonstrou a persistência da proteína Spike em artérias cerebrais por até 17 meses após a aplicação. Ela estava localizada especificamente na íntima das artérias cerebrais, uma parte da parede arterial.
Essa descoberta é particularmente preocupante devido à localização estratégica do sistema vascular cerebral.
Outro grupo de pesquisadores, liderado por Patterson, demonstrou a persistência da proteína Spike S1 em monócitos CD16+ por até 15 meses após a infecção. Mais recentemente, detectaram a proteína S1 em monócitos CD16+ por até 245 dias em indivíduos com síndrome pós-vacinação.
Essa detecção teria sido confirmada por uma técnica sofisticada chamada espectrometria de massa líquida.
Persistência no cérebro
Pesquisadores utilizando técnicas de clareamento óptico e de imagem observaram acúmulo da proteína Spike no eixo crânio–meninges–cérebro de pacientes, persistindo muito além do clearance ou eliminação do vírus.
Segundo essas observações, essa persistência poderia estar associada a:
- neuroinflamação;
- neurodegeneração;
- aumento da vulnerabilidade a lesões cerebrais.
Análises proteômicas de amostras humanas de crânio, meninges e cérebro também revelaram vias inflamatórias desreguladas e alterações associadas à neurodegeneração.
A proteína Spike completa — mas não o domínio RBD isolado — estimularia a secreção da citocina pró-inflamatória interleucina-1 beta, além de enzimas proteolíticas.
Desculpem por utilizar uma linguagem tão técnica, mas é necessário apresentar a ciência que dá suporte ao que estou dizendo.
Miocardite e proteína Spike circulante
Em casos de miocardite pós-vacinação, ou seja, inflamação do músculo cardíaco observada principalmente em adolescentes e adultos jovens, foram identificados níveis persistentemente elevados da proteína Spike completa circulante, não ligada a anticorpos, detectáveis por até três semanas após a aplicação.
Essa persistência seria semelhante à antigenemia observada na síndrome inflamatória multissistêmica.
Trombocitopenia
Em casos de trombocitopenia — caracterizada pela queda das plaquetas — atribuída à vacinação, foram encontrados níveis sanguíneos de proteína Spike de aproximadamente 10 ng/mL dez dias após a aplicação.
Esse valor seria quase 100 vezes superior ao relatado em indivíduos vacinados sem efeitos adversos aparentes.
Isso poderia sugerir uma produção excessiva da proteína Spike, atingindo concentrações suficientemente elevadas para permitir sua ligação significativa a alvos como o receptor ACE2.
Nanopartículas lipídicas
As nanopartículas lipídicas utilizadas nessas vacinas provavelmente apresentam distribuição em diferentes tecidos e órgãos humanos e podem exercer efeitos pró-inflamatórios em conjunto com o RNA mensageiro que transportam.
A ligação da proteína Spike circulante ao receptor ACE2 e a outros alvos, juntamente com a possibilidade de mimetismo molecular com proteínas humanas, poderia contribuir para determinados efeitos adversos após a aplicação.
Síndrome pós-vacinação
A chamada síndrome pós-vacinação inclui sintomas como:
- intolerância ao exercício;
- fadiga excessiva;
- névoa cerebral;
- insônia;
- tontura.
Esses sintomas podem se desenvolver pouco tempo após a aplicação e, segundo os relatos apresentados, persistir durante muitos meses ou até anos.
Indivíduos com essa síndrome também teriam apresentado maior probabilidade de evidências de reativação do vírus Epstein-Barr, algo que já teria sido demonstrado em diversos estudos.
Conclusão
Pessoal, as evidências apresentadas convergiriam para demonstrar que, longe de ser eliminada rapidamente, a proteína Spike pode persistir em múltiplos compartimentos do organismo, em diferentes tecidos, durante meses ou até anos.
Essa persistência poderia estar associada a processos como:
- inflamação sustentada;
- disfunção vascular;
- neurotoxicidade;
- desregulação do sistema imunológico.
Segundo essa interpretação, a persistência prolongada ajudaria a explicar a ocorrência de eventos adversos, algumas vezes graves, meses ou anos após a aplicação, contrariando as narrativas oficiais de segurança baseadas em uma eliminação rápida.
A localização da proteína Spike em tecidos críticos, como o cérebro e as artérias cerebrais, além de sua presença em células de defesa, como os monócitos circulantes, representaria um possível mecanismo de doença que merece maior reconhecimento e investigação clínica.
Lembrando que a medicina funcional pode oferecer abordagens terapêuticas destinadas a diminuir esses efeitos por meio de protocolos de detox da proteína Spike e também de estratégias voltadas à melhora geral do sistema imunológico.
Boa sorte e um grande abraço.
Crédito: Alain Dutra
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