A Fraude Invisível: Quando o Voto Eletrônico Vira Máquina de Engano
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Tokio
Cuidado, meu senhor, com os ciúmes! É o monstro de olhos verdes que zomba da carne que devora.
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Sabe aquele momento em que você toca na tela de votação, vê seu voto registrado e acredita que tudo está seguro? Pois bem, segundo documentos que a CIA desclassificou recentemente, essa sensação de segurança pode ser uma ilusão bem construída.
A coisa começa simples: se você fosse um governo autoritário que quisesse manipular uma eleição sem deixar rastro óbvio, qual seria seu primeiro passo? Você precisaria de intenção — e aí está documentado, desde 2004 (p. 2, § 1) relatórios indicam que Chávez declarou o objetivo de impedir a reeleição de um presidente americano em exercício, demonstrando claramente sua intenção de influenciar resultados eleitorais por via eletrônica. Dois anos depois, em 2006 (p. 3, § 1), o Conselho Nacional de Inteligência avaliou essa ameaça como "moderada" — o suficiente para que a Smartmatic, fabricante das máquinas, vendesse sua operação americana em 2007 (p. 3, § 2).
Intenção sozinha não faz nada, você precisaria também de capacidade. E aqui é onde fica interessante: o governo venezuelano tinha acesso privilegiado aos sistemas Smartmatic. Agentes da inteligência poderiam trabalhar junto com o conselho eleitoral e com técnicos da própria empresa fabricante. Imagine só: você controla quem está por trás da máquina. Nesse cenário, as possibilidades se multiplicam.
Os relatórios descrevem planos específicos. Em 2012 (p. 2, § 2), documentos apontam para agentes trabalhando para alterar máquinas em aproximadamente 300 centros de votação simultaneamente, visando uma vantagem de cerca de 1,5 milhão de votos, uma operação coordenada em escala real. Mas como exatamente isso funcionaria? A técnica mais sofisticada que aparece nos documentos, descrita em relatórios de 2020 (p. 2-3), usa máquinas virtuais. Basicamente, você criaria uma cópia falsa do arquivo que contém os votos e substituiria o original por ela. A máquina continuaria fazendo suas auditorias normais, checando se tudo está correto, mas estaria checando a versão falsa. É como um mágico que mostra você que a carta desapareceu da mão dele enquanto ela já estava escondida na outra mão o tempo todo.
Agora, o mais perturbador: em março de 2018 (p. 3, § 4), a própria Smartmatic acusou publicamente o regime Maduro de inflar os números em mais de um milhão de votos na eleição de agosto de 2017 — isso é uma casa decimal inteira adicionada artificialmente ao resultado. Um mês depois, a empresa simplesmente saiu da Venezuela (p. 3, § 4). Eles não quiseram mais participar daquilo. Tudo isso repousa em uma coisa fundamental: controle total.
É por isso que a CIA avaliou que manipular resultados em larga escala dentro da Venezuela era possível tecnicamente, mas só porque eles tinham esse controle. Se você tentasse fazer a mesma coisa em outro país onde a oposição fiscalizava então as coisas ficariam muito mais complicadas.
Referência:
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