Cinco estudantes da UFSC criam startup com drones de ataque pré-qualificados pelo Exército
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A startup Vultis Industries, fundada por cinco alunos de Engenharia Aeroespacial da UFSC em Joinville, obteve pré-qualificação junto à Diretoria de Fabricação do Exército Brasileiro após rigorosa seleção. Quatro modelos de drones de ataque — tecnologia 100% nacional — foram aprovados em testes realizados entre 22 de junho e 3 de julho de 2026 no Rio de Janeiro, integrando o portfólio de armamentos que o Exército considera para futuras aquisições e programas de desenvolvimento.
A seleção examinou inicialmente 84 sistemas apresentados por diferentes empresas e instituições. Deste total, apenas 32 equipamentos avançaram aos testes práticos, e os drones da Vultis foram entre os poucos pré-qualificados. A família URUBU-X é composta por quatro modelos: X10B e X15B (versões de bombardeio para lançamento de carga tática com munições fumígenas e inertes) e X10K e X15K (versões kamikaze para efeito terminal de impacto). Todos utilizam aviônica, software embarcado e estação de controle desenvolvidos inteiramente no Brasil, com arquitetura modular e IA integrada para visão computacional.
Os testes compreenderam três etapas rigorosas: avaliação de segurança, controle e estabilidade de voo; operação com munição inerte em distâncias operacionais; e demonstrações finais com munição real a aproximadamente 1.500 metros das equipes de avaliação. A pré-qualificação atesta que as plataformas "atenderam rigorosamente a todos os requisitos técnicos", mas não garante compra imediata — funciona como habilitação para etapas futuras de aquisição.
A Vultis Industries, sediada no Ágora Tech Park de Joinville desde sua fundação em 2024, exemplifica movimento de inovação em defesa brasileira voltado a reduzir dependência de tecnologias importadas. A empresa também desenvolve a J.U.L.I.A. (interceptador de drones com capacidade de até 400 km/h e custo projetado em US$ 3 mil) e participou de eventos como SC ExpoDefense 2026 e Operação Furnas 2026 com a Marinha.
Fonte: Ndamis
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