OpenAI afirma ter resolvido parte do Problema do Milênio de Navier-Stokes com 10 mil agentes de IA
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Robersonfox
Programador desde a época dos computadores com tela de fósforo.
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Em 8/9/2026, a OpenAI anunciou solução para um dos sete "Problemas do Milênio" do Clay Mathematics Institute, ligado às equações de Navier-Stokes (dinâmica de fluidos). Segundo a empresa, o trabalho mostra que fluidos modelados pelas equações podem teoricamente atingir velocidade infinita em tempo finito. A prova foi produzida por agentes de IA usando modelo interno mais avançado que o GPT-6 Astra: 1.000 agentes por 50h numa versão simplificada, depois 10.000 agentes no problema completo, consumindo ≈2,7 milhões de mensagens entre agentes e ≈130 bilhões de tokens.
O anúncio gerou controvérsia sobre crédito e ética de pesquisa. Um dia antes, os matemáticos Tristan Buckmaster (NYU) e Levent Alpöge (Anthropic) haviam divulgado solução parcial própria usando Claude combinado com modelos da OpenAI, após quase um ano de trabalho. Anima Anandkumar (Caltech) também publicou resultados próprios no mesmo dia. Buckmaster alega que a OpenAI mobilizou recursos computacionais massivos para "chegar primeiro" ao saber do avanço independente, e que teria havido pressão para excluir Alpöge da autoria por ele trabalhar na Anthropic.
Terence Tao (UCLA) chamou o trabalho independente de "notável"; o presidente do Clay Mathematics Institute, Martin Bridson, classificou o dia como "empolgante" para a matemática — mas a comunidade ainda trata as alegações mais amplas da OpenAI com cautela quanto à validação formal completa. O episódio reacende debate sobre provedores de modelos competindo diretamente com pesquisadores que são seus próprios clientes.
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