Bitcoin cai 1,8% e testa suporte de US$ 77 mil em meio a tensão Irã-EUA e juros em alta
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Robersonfox
Programador desde a época dos computadores com tela de fósforo.
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O bitcoin foi cotado a US$ 77.941 na manhã de 8 de setembro, queda de 1,8% em 24 horas, em correção após ter chegado a US$ 82 mil na semana anterior sem conseguir romper a resistência entre US$ 82 mil e US$ 83 mil. Segundo a Exame, o movimento acompanhou a queda das bolsas internacionais e a alta do petróleo Brent, que foi a US$ 97,72, impulsionada por dois fatores: o relatório de emprego dos Estados Unidos, que elevou as apostas de manutenção de juros altos, e a "troca de ataques entre Irã e EUA no fim de semana".
Do ponto de vista técnico, o ativo segue acima das principais médias móveis — EMA de 50 dias em torno de US$ 72.300 e SMAs de 100/200 dias entre US$ 70.400 e US$ 72.800 — o que sustenta a leitura de que o bitcoin "continua defendendo o suporte dos US$ 77 mil". Também houve rotação dentro do mercado cripto: a dominância do bitcoin recuou de 60,4% para 59,4%, enquanto tokens como Arbitrum (+50% em 7 dias) e Uniswap (+21%) teve valorização mais forte no período.
Do lado dos fluxos institucionais, os ETFs spot de bitcoin nos EUA registraram entrada líquida de US$ 174,6 milhões no que seria o terceiro pregão consecutivo de captação positiva, com o IBIT da BlackRock liderando com US$ 117,4 milhões; os ETFs de ether somaram mais US$ 25,9 milhões em entradas. O índice Fear & Greed recuou levemente de 73 para 72 pontos, permanecendo na faixa de "ganância".
Duas fontes de mercado foram ouvidas pela reportagem: Noah Cheung, da Bitget, avalia que "a realização de lucros [...] é natural [...] e, até agora, o movimento não parece alterar a tendência mais ampla do mercado"; já Pedro Fontes, da Mercado Bitcoin, aponta que "a lateralização tem aberto espaço para uma rotação dentro do próprio mercado cripto". Não há indicação de uso de IA generativa na redação da matéria.
Fonte: Exame (Future of Money)
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