PF responde à senadora sobre o filme dark horse e o imóvel ligado à Flávio Bolsonaro em Angra
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The Crazy Rocket
Sou um brasileiro que ama seu país, mas que se sente indignado com o Brasil, escrevo para esquecer isso.
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Em 20 de agosto de 2026, a senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado, enviou ofícios ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ela citou como base a função de fiscalização do Parlamento e fez dois pedidos.
O primeiro trata do Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. A senadora pediu a lista de todos os procedimentos ligados ao financiamento e à produção do filme que tramitam ou tramitaram na PF, na PGR ou no Ministério Público. O segundo trata de uma mansão de cerca de R$ 10 milhões na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), que fica em área da União. Ela pediu informações sobre ocupação, cessão ou transferência de direitos sobre o imóvel e sobre os atos da Secretaria do Patrimônio da União relacionados a ele. A casa é disputada na Justiça por empresas ligadas ao jogador Richarlison e ao advogado Willer Tomaz. Flávio Bolsonaro teria sido arrolado como testemunha por ter visitado o imóvel. Nenhuma fonte diz que ele é dono da casa.
O caso Dark Horse começou com uma reportagem do Intercept Brasil. Segundo ela, Flávio pediu a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, dinheiro para bancar o filme. A PF apura suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no Inquérito 5.070, no STF, que tem André Mendonça como relator. Os valores aparecem em etapas diferentes da apuração e não devem ser somados:
US$ 24 milhões: financiamento projetado para o filme.
Cerca de US$ 12,3 milhões: valor rastreado até o Havengate Development Fund, nos EUA. O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado ligado a Eduardo Bolsonaro.
Cerca de R$ 75 milhões: gastos declarados pela produtora em laudo, sem comprovação completa.
A PF trabalha com a hipótese de que parte desse dinheiro tenha bancado a permanência de Eduardo nos EUA, mas ainda não há prova bancária disso. Em 9 de setembro, o STF homologou a delação de Antônio Carlos Freixo Júnior, operador da empresa que enviou os recursos. Em outubro, o Brasil pediu cooperação aos EUA. Segundo o Jornal Grande Bahia, a PF avalia dividir o inquérito: concluiria primeiro a parte sobre Vorcaro e deixaria a apuração sobre Flávio para depois, porque ela depende do rastreamento no exterior.
Flávio, candidato à Presidência pelo PL, nega qualquer irregularidade. Ele diz que houve "patrocínio privado" e "nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro", e pediu o fim total do sigilo do caso. Não há denúncia nem condenação. A resposta da PF chega a cinco dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
fonte: R7 planalto
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